APADRINHAMENTO AFETIVO: ALTERNATIVA PARA ASSEGURAR O DIREITO A CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES
Palavras-chave:
Apadrinhamento afetivo. Crianças e adolescentes. Acolhimento institucional. Convivência familiarResumo
O presente artigo tem por objetivo analisar a importância do apadrinhamento afetivo para os afilhados, conhecer o projeto do apadrinhamento, verificar como é realizada a sua aplicação, bem como conhecer a importância do apadrinhamento afetivo sob a ótica de profissionais da psicologia e assistência social, através de estudo técnico e pesquisa de campo com a finalidade explicativa. Utilizando-se de questionamento misto aplicado a profissionais que lidam com crianças e adolescentes institucionalizados. Dessa forma, enfoca-se que o apadrinhamento afetivo é algo bom para os apadrinhados, sendo medida de reinserção da criança e do adolescente na sociedade, bem como modo de criação de laços afetivos. Na medida em que apadrinhamento é efetivado os benefícios para a sociedade surgem, tais como: o fato dos infantes se tornarem mais saudáveis na esfera psicoemocional no seu lidar consigo, com a família que vier a construir e com a comunidade ao seu redor. Diante dos problemas sociais enfrentados pelo país o número de crianças acolhidas em instituições só aumenta, assim é necessário a implementação de métodos para resguardar o direito da criança e do adolescente à ter referências de cunho familiar, sendo o apadrinhamento afetivo forma eficaz de assegurar aos infantes o direito a convivência social e comunitária previsto no Art. 4º, do Estatuto da Criança e do Adolescente.Referências
BERTHOUD, Cristiana Mercadante Esper. Filhos do coração: O comportamento de apego em crianças adotivas. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica). São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1997.
BOWLBY, J. Separação: da trilogia apego e perda. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8.069. Brasília: Senado, 1990.
FARIELLO, Luiza de Carvalho. Apadrinhamento afetivo de crianças e adolescentes: entenda como funciona. CNJ Responde. 2015. Disponível em: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/77259-apadrinhamento-afetivo-de-crianças-e-adolescentesentenda-como-funciona. (acesso em 02/09/2017)
FIGUEIRÊDO, Luiz Carlos de Barros. Temas de direito da criança e do adolescente. Recife: Nossa Livraria, 1997.
FONSECA, J. J. S. Metodologia da Pesquisa Científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila.
GOLDENBERG, M. A Arte de Pesquisar. Rio de Janeiro: Record, 1997.
GHIRARDI, M. L.; FERREIRA, M. R. P (2011). Cartilha Adoção de Criança e Adolescentes do Brasil. Recuperado em 20 de setembro de 2011, de http://www.amb.com.br/mudeumdestino/docs/Manual%20de%20adocao.pdf. (acesso em 16/09/2017)
GIL, Antônio Carlos. Pesquisa Social. São Paulo: ATLAS, 1999.
LIBERATI, Wilson Donizeti. Adolescente e ato infracional: medida socioeducativa pena? 2. ed. São Paulo: Malheiros, 2012.
MARTINS, Lucas. A falta de lei específica causa divergências em programa de apadrinhamento afetivo. 2015. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2015/04/falta-de-lei-especifica-causa-divergencias-em-programa-de-apadrinhamento-afetivo-4731140.html. (acesso em 11/10/2017)
MELO, Anelise Sirlene Souza. Projeto de Apadrinhamento Afetivo. Ministério Público do Rio Grande do Sul. 2014. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/infancia/pgn/id90.htm.
(acesso em 19/10/2017)
MILLER, A. O drama da criança bem dotada: como os pais podem formar (e
deformar) a vida emocional dos filhos. São Paulo: Summus. 1997.
OLIVEIRA, Márcia Gomes S. Apadrinhamento afetivo: uma parceira das Casas-Lares Nossa Senhora do Carmo e São João da Cruz com a comunidade de Coqueiros, Florianópolis, 1999. Trabalho de conclusão do curso de Graduação em Serviço Social, Universidade de São Paulo.
PINHEIRO, Raphael Fernando. Apadrinhamento afetivo: o afeto além dos muros da instituição. 2011. Disponível em: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?nlink=revistaartigosleitura&artig id=11142. (acesso em 17/10/2017)
WEBER, Lídia Natália Dobrianskyj; KOSSOBUDZKI, Lúcia Helena Millazzo. Filhos da solidão: institucionalização, abandono e adoção. Curitiba: Terre des Hommes, 1999.
WEBER, Lidia Natalia Dobrianskyj. Laços de ternura: pesquisas e histórias da adoção. Curitiba: Santa Mônica, 1998.
VICENTE, Cenise Monte. O direito à convivência familiar e comunitária: uma política de manutenção dos vínculos. In: KALOUSTIAN, Sílvio Manoug. Família brasileira: a base de tudo. São Paulo: Cortez, 1994.
Downloads
Arquivos Adicionais
Publicado
Edição
Seção
Licença
Política para Periódicos de Acesso Livre Creative Commons
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Proposta de Política para Periódicos que oferecem Acesso Livre Adiado
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma Licença Creative Commons Attribution após a publicação, permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).