O MÍNIMO EXISTENCIAL: Desperdício de comida na historicidade declarada

Autores

  • Hanns Muller Marques Lopes FAROL
  • José Ricardo Teles Feitosa FAROL
  • Roger Giovane Rodrigues FAROL - Faculdade de Rolim de Moura

Palavras-chave:

Desperdício de Comida, Direito, Direitos Humanos.

Resumo

O desperdício de comida na contramão do mínimo existencial, numa perspectiva que proponha a reversão de historicidade declarada é uma tratativa que, embora as configurações no cenário mundial contribuíam para maior alcance e interesse de muitos para o assunto, ainda carece de maiores estudos, o que pode ser verificado mediante a pesquisas de estudos dispostos nas literaturas que versem sobre o assunto. Racionalizado à luz do Ciência Jurídica, o fenômeno ganha um prisma de análise técnico que ilustra a carência de instrumentos jurídicos que impulsionariam a celebração de estratégia de enfrentamento, que imbuídas de um passado recente, já se preconizava desde antes questões alusivas sobre a dignidade da pessoa humana; a exemplo o enumerado de 30 artigos que constituíram a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Por meio do levantamento bibliográfico o estudo através de pesquisas ligadas a descritores relacionados ao fenômeno em livros, artigos, revistas científicas, periódicos físicos e digitais, em uma linha de estudos e publicações de dentro e fora do Brasil. Para melhor tratativa da temática proposta, o estudo segmentado em dois eixos principais de discussão, dos quais: no primeiro eixo fora apresentando a compreensão da significância do desperdício de comida em sua perspectiva mínima existencial; e no segundo eixo trata-se sobre possíveis estratégias de enfrentamento que possibilitem a versão da historicidade do desperdício de comida. Ao final o estudo concluir que há falta de pesquisas científicas sobre o desperdício de comida; que o desperdício de comida da contramão do mínimo existencial, na atualidade, não tem logrado respostas às indagações relacionadas às problemáticas desencadeada; que a reversão da historicidade declarada tem raízes fixadas ao desejo da proteção da dignidade da pessoa humana e que é necessária a eficácia das estratégias de reversão aos problemas oriundos do desperdício de comida estão condicionadas à automação jurídica protetiva para àqueles envolvidos no processo.

Biografias dos Autores

Hanns Muller Marques Lopes, FAROL

Professor Universitário. Mestre em Saúde e Educação. E-mail: hanns.lopes@farol.edu.br

José Ricardo Teles Feitosa, FAROL

Professor Universitário. Doutor em Geografia. E-mail: jose.feitosa@farol.edu.br

Roger Giovane Rodrigues, FAROL - Faculdade de Rolim de Moura

Psicologia; Saúde Mental; Psicanálise; Metódologia; Educação Superior.

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Publicado

2022-11-26