O (DES)POVOAMENTO NA REGIÃO NORTE NAS DÉCADAS DE 1960-1970: Os efeitos do processo imediatista de colonização da Amazônia brasileira
Palavras-chave:
Campesinato. Processos migratórios. Antagonismos sociais e ambientais.Resumo
O presente artigo fundamentou-se numa discussão teórica a partir do materialismo histórico e dialético o processo migratório para a região da Amazônia brasileira nas décadas de 1960/1970 e suas consequências atuais. Para tal, foi analisado - por meio de estudos bibliográficos - a ação do Estado em relação a utilização consciente e projetada de camponeses para desbravar a região e impulsionar o desenvolvimento econômico nacional, resultando em um intenso processo de devastação e degradação ambiental. Por meio deste, foi possível perceber que a Amazônia, dada como um cenário de biodiversidade natural e multicultural, se transformou num cenário marcado por disputas nacionais e internacionais entre seres humanos e seres humanos e natureza. Foi apontado o descaso com a preservação da memória cultural camponesa e o impacto desse processo sobre a agricultura familiar e à cultura e tradição camponesa. A desigualdade social também foi abordada, dada a política de direcionamento de migrantes para a região amazônica brasileira como um processo de exclusão social em prol de desenvolvimento econômico. A discussão enfatizou a necessidade de políticas públicas que valorizem a preservação da Amazônia e a agricultura familiar, além de promover a redução da desigualdade social.
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